terça-feira, março 29, 2011

Rádio

A TMN correu atrás da Vodafone e abriu na passada semana uma nova rádio. Tendo em conta a Vodafone FM pensei que era um projecto com tudo para ser bom, mas enganei-me, redondamente.
A Vodafone FM foi uma verdadeira lufada de ar fresco no panorama da rádio nacional. A publicidade é inexistente e o paleio dos locutores residual, a música é boa e passa ao lado dos hits comerciais do momento. Não é que a música comercial seja má ou boa, mas há já 245143 rádios que a passam constantemente, e esse é dos pontos mais fortes da Vodafone FM, ouvir aquelas músicas que não se ouvem nas outras rádios. Ora eu estava convencido que a TMN iria ser a segunda alternativa de qualidade na escolha de rádio para ouvir, mas quando no dia após o início da sua emissão sintonizei a frequência 100.8 percebi que não podia estar mais longe da realidade. Apanhei logo o locutor a palrar como se não houvesse amanhã, um minuto, dois minutos... publicidade de seguida, e para terminar em beleza uma música daquelas que fazendo um scan no rádio apanharíamos pelo menos em outras 3 rádios ao mesmo tempo. Oh, a desilusão... Afinal a SWtmn não passa de mais uma rádio banal, sem nada de novo e que valha a pena sintonizar por ser única.
Já que estou com este paleio todo aproveito para enaltecer o grande serviço que a VodafoneFM faz à música portuguesa, aquela que poucos ouvem, e eu até odeio o hip hop que eles lá metem pelo meio, mas a verdade é que após um rapper manhoso posso ouvir Linda Martini, sem conversas ou anúncios pelo meio. É bom.



PS: Mexe Tape no passado dia 23, com o Hélio Morais dos Linda Martini e Paus. Muito bom. Só música, e mais nada.
O PS deu o estouro. O inevitável aconteceu e o governo caiu. Agora vêm aí os abutres, aqueles que negociaram PEC's com o governo (mas contrariados, atenção).
Agora é a vez do PSD, que esperou até ao limite para forçar a queda do governo que vem propor as medidas contra as quais até há bem pouco tempo se insurgia. Aumento do IVA, e a vinda o FMI.
Já hoje li um texto sobre a actuação do FMI na Irlanda, e como essa intervenção não teve nada de bom. Mas a verdade é que o FMI já cá esteve e não morreu ninguém por causa disso. Mas também não é menos verdade que o PSD se esconde agora atrás do governo e na sombra das suas decisões para deixar já o aviso do que vai fazer quando, e se, for eleito. "Vamos subir impostos e pedir ajuda externa, mas a culpa não é nossa, é dos que cá estiveram. Foi, desde há já muito tempo, esta a estratégia do maior partido da oposição.

E assim vai este país que salta de PS em PS ora com D ora sem D, mas sempre sem nos tirar da "miséria" em que vivemos. Por favor, emigrem e vão fazer política para outro lado, levem o Bloco, a CDU e o CDS/PP convosco, levem todos os políticos de profissão embora, pode ser que finalmente apareça alguém sem partido mas com ideias, que realmente faça alguma coisa por Portugal em vez de fazer por si.

Perguntas e mentiras

A pergunta dos Censos relativa aos recibos verdes é uma verdadeira vergonha na medida em que permite camuflar uma ilegalidade com a informação de que alguém trabalha por conta de outrem.
É assim que Portugal tem menos desempregados do que na realidade tem. É assim que afinal os recibos verdes servem o seu suposto propósito em vez de servirem como meio de patrões que clamam por despedimentos mais fáceis terem trabalhadoras com contrato de trabalho. É assim que este país não está tão mal como na verdade está.

sábado, março 26, 2011

Apontar o dedo ao espelho

Eu sou claramente contra o acordo ortográfico. Aceito que a língua evolua, razão pela qual escrevo farmácia e não pharmacia, mas este acordo é uma aberração.

"Em direto do Egito..." tenham dó.

Assim sendo apoio o que este site está a tentar fazer. Mas o que me chateou e me levou a escrever este post foi o facto de receber um daqueles mails que se reencaminham vezes sem conta, e ao lê-lo, descubro que é uma mensagem de correio electrónico que promove a luta contra o acordo e refere o site já citado, mas com um uso da língua portuguesa que é criminoso.
Eu até aceito que se escrevam mails a favor desta causa, a sério que aceito. Estou até disposto a reencaminha-los, coisa que só faço muito raramente, mas se o escrevem a tentar defender a nossa língua, por favor, façam-no sem a assassinar.


segunda-feira, março 21, 2011

Coisas intemporais

Os anos passam, mas de cada vez que revejo um episódio da série Cosmos fico fascinado.
Passados 30 anos a série mantém-se incrivelmente actual e continua a ensinar de uma forma simples conceitos que são, por vezes, difíceis de compreender.

Há mentes que são verdadeiramente brilhantes e que é uma lástima perder. Carl Sagan foi uma delas. Um professor no verdadeiro sentido da palavra.

domingo, março 20, 2011

A lua passada

Ontem olhei com atenção para a Lua. A verdade é que a super lua não é assim tão maior do que o normal, mas é um pouco maior. São sem dúvida maiores as influências que ela tem sobre a Terra do que propriamente o seu aspecto visual é diferente. Mas ainda assim pareceu uma Lua especial.
Venha 2016 em que estará ainda mais perto :)

sábado, março 19, 2011

Medo

Rebecca Black - Friday

Provavelmente a pior música de sempre. Nem me atrevo a por aqui um link para tal aberração.

sexta-feira, março 18, 2011

Mais perto

A lua estará amanhã um pouco mais perto de nós do que é normal. Se o céu estiver limpo olhem para ela com atenção porque isto não acontece assim tantas vezes.

Boa lua cheia.

segunda-feira, março 14, 2011

quarta-feira, março 09, 2011

Obrigado pelo que fica

Carnavais

Eu sou pouco dado a carnavais. Não só ao do calendário como em geral. Mas a verdade é que a vida são 2 dias, e o carnaval são 3.

No dia em que deixamos de nos conseguir rir, relativizar e seguir em frente sem dar mais importância do que a devida ao que nos acontece é que passamos a ter uma vida que é uma fantochada.

terça-feira, março 01, 2011

O absurdo do dia

Isto é que é justiça da boa.

Jogadores de futebol apanhados a conduzir em condições menos próprias podem pagar a multa mas fazem serviço comunitário. Mas este não, que é um criminoso terrível.
Políticos que roubam gravadores na frente de câmaras passam a liderar comissões em que se avalia a ética e idoneidade de outros. Mas este tinha que ser condenado, é que é mesmo mau.

E ontem na tv ainda perguntavam porque é que há quem se sintam como fazendo parte da geração à rasca.
Não somos nós que somos rascas, e a geração mais nova sente-se à rasca porque rascas são estas políticas, esta justiça. Este país vive de pés para o ar, e os objectos de poder exercidos não são mais do inconsequentes no ataque ao que de podre há na sociedade. Condenamos quem pinta uma parede e a limpou, mas deixamos livre quem nos verga sobre a sombra do seu poder, ainda que tenhamos as suas confissões gravadas para todos ouvirem (vide Domingos Névoa).

Já chega.