terça-feira, agosto 31, 2010

Todo partido


Diz que nos dias que correm andei com uma gripe de verão. Daquelas que servem só mesmo para nos pontapear nas canelas para chatear e de seguida dar uma joelhada paralítica para meter nojo. Mesmo fixe.
Como supostamente devia fazer um exame esta quinta-feira fiz o que devia ter feito neste passados dias e vi uma data de filmes. Calma, eu até me baldo bastante, mas em minha defesa, eu passei o tempo na cama a tomar comprimidos e a suar que nem um cavalo. Mas já estou melhor.

Juntamente com a gripe veio uma dor de cabeça constante, pelo que estava fisicamente impedido de ver filmes em que tivesse que pensar, ou seja, a selecção foi o Prince of Persia, The Expendables e o novo Karate Kid. E a selecção foi acertada, porque realmente em nenhum deles é necessário ter mais do que 2 neurónios a funcionar. Um para a imagem e outro para o som. É só.
Mas como geek dos filmes de acção das passadas décadas acho que de todos os filmes referidos, The Expendables merece sem dúvida alguma ser visto. É um desenrolar de figuras, falas e planos que nos fazem lembrar outros filmes de acção dos intervenientes neste mesmo filme. Deve ser visto num contexto próprio do filme que pretende ser, mas é um filme que me agradou.


quarta-feira, agosto 25, 2010

Ora já que vamos neste sentido...


Da última vez que visitei a minha terra natal e passei mais algum tempo em frente à televisão deparei-me com uma reportagem sobre algo que também anda na moda, as pulseira power balance.
Fiquei a saber que estava na moda ter uma pulseira que se pode obter em várias cores e que supostamente melhora o equilíbrio. Os desportistas estão a aderir em força, e parece que o surf é dos desportos onde a coisa de plástico mais vingou. Até o Cristiano Ronaldo tem uma, sendo que é o único que consigo perceber que a use com a convicção de que o pode ajudar, com a vida dele acho que qualquer coisa que possa trazer equilíbrio é bem vinda, mesmo que seja uma tontice.

Ora a pulseira pode ter o nome que quiser, mas que não melhora o equilíbrio é garantido. Porquê? Porque é uma pulseira de plástico fod@-se. Dêem-lhe as voltas que quiserem, mas uma pulseira de plástico não ajuda a porem-se de pé numa prancha mais facilmente.
Ah, mas os senhores que foram ao programa da sic durante a tarde disseram que havia um holograma na pulseira que estava programado para... PÁRA TUDO.
Em primeiro lugar os senhores estão a querer vender uma banda de silicone por 35€, por isso, alguma coisa têm que inventar.
Segundo, um holograma não se pode programar, não é um circuito, alguém que saiba remotamente o que é um holograma sabe que quanto muito o holograma contém informação, mas nunca será uma base activa para nada, de uma forma básica um holograma é como se fosse uma foto. MAIS NADA. Não vou secar quem lê este blog com teoria de holografia, mas basta fazer uma pesquisa rápida na Internet para se perceber que um holograma não pode influenciar em nada, seja quem for.

Eu acredito que quem a use se sinta mais equilibrado, assim como quem toma um comprimido de açúcar a pensar que é um analgésico poderosíssimo fica sem dores, o efeito placebo está mais do que bem documentado. Basta ver com atenção os teste que eles aplicam em quem compra para provar que funcionam, pedem às pessoas para abrirem os braços e levantarem uma perna, depois aplicam força num braço para a pessoa se desequilibrar. De seguida com a pulseira repetem o processo, as pessoas normalmente equilibram-se melhor... está provado. ERRADO. Não está nada provado, e quem dá 35€ por aquilo por alguma razão que não seja estética é completa e totalmente estúpido.


Prove me wrong.

É demais


Há já algum tempo que o livro Eat, Pray, Love anda por aí a fazer furor. Não li e confesso que não tenho grande curiosidade em ler. Conheço o livro de ter visto uma entrevista com a sua autora no programa da Oprah acho eu, na altura achei a história muito fofinha mas fiquei logo com a ideia de que a senhora não era assim tão espiritual quanto isso e o livro não era apenas uma forma de contar a sua experiência.
Agora, talvez mais de um ano depois de ter visto a entrevista, dou de caras com uma alarvidade de merchandising à volta do livro. Já não vou falar no filme, que não vi e relativamente ao qual nada tenho a dizer, mas a quantidade de coisas que se vendem na net relativamente à marca (sim, neste momento eat, pray, love é uma marca registada) é verdadeiramente avassaladora.

Meus amigos, é só um livro que não me parece que seja um clássico. A senhora pode ter tido as revelações que ela quiser, mas usar o nome do livro que criou para vender, colares, roupa, trens de cozinha, cadernos e o diabo a sete é pura e simples ganância. O que, e volto a referir que não li o livro, não me parece ser bem o que ela transmite na sua tão fofinha escrita.

quinta-feira, agosto 19, 2010

Ter razão


Se há coisa que me agrada é ter razão. Aliás acho que é algo que é comum à maioria dos mortais, mesmo aqueles que vaticinam tragédias têm um secreto prazer quando as vêm tornar-se realidade.
É com este meu apreço em ter razão em mente que quero agradecer ao meu clube (Sporting). Jogo atrás jogo fica provado que eu tinha razão que disse que por o Paulo Bento a mexer era uma estupidez das grandes.

A maioria dos adeptos sportinguistas chateava-e por jogarmos sempre no losango, por não termo táctica alternativa e o Paulo Bento não ser um treinador ambicioso, quando muitas vezes não foi capaz de por a equipa atacar e preferiu defender resultados nem por isso interessante. Talvez, e agora alguns já dizem também que talvez, ele pura e simplesmente conhecesse a equipa fraquinha que tinha e jogasse dentro das limitações gravíssimas do plantel, sendo que a culpa de não haver reforços como deve ser, sempre foi a da super contenção financeira do clube, e não do Paulo Bento.
Abriram-se as portas de saída ao Paulo Bento e as de entrada a novos treinadores, com diversidade nas tácticas e nas técnicas, abriram-se a portas dos cofres e compramos pongoles, valdezes, maniches e nunos coelhos, tudo em prol da mudança. E resultou. Com a Paulo Bento ficávamos em lugares de champions, o ano passado ficar em 4º já não foi mau, não fazíamos grandes épocas mas também não gastávamos dinheiro e sempre pingava algum título, o ano passado ganhámos dores de cabeça e este ano até a Liga Europa está prestes a escapar.

Afinal eu tinha razão.

terça-feira, agosto 17, 2010

Coisas que chateiam


A quantidade de faltas aos trabalhos parlamentares continua a ser impressionante. Curiosamente, mais de metade das faltas dos deputados são à sexta-feira...


Há dias em que me apetece ir para a porta da AR e começar a atirar pedras indiscriminadamente.

domingo, agosto 15, 2010

Trabalho e a falta de sono


Isto de passar vários dias seguidos a trabalhar até às tantas da manhã faz com que hoje, apesar de já estar livre do trabalho que entreguei às 6 da manhã de ontem e que devia ter entregue na quarta-feira, não tenha sono. Ontem só dormi 5 horas e amanhã há que trabalhar outra vez... desta vez no trabalho que me paga o salário.
É estranho quando voltar ao trabalho sabe como descanso...

Pela noite dentro


Superbad, uma pérola de filme que eu aprecio muito e sobre a qual já falei neste blog está agora, às 2 da manhã a começar na SIC.

Não acham um bocadinho tarde? É que tendo em conta a quantidade de merda que passam durante o dia bem que podiam pedir a alguém com um QI superior a 10 para programar a grelha de programas.

Obrigado, era só.

segunda-feira, agosto 02, 2010

Quis custodiet ipsos custodes?




Ainda há não muito tempo discuti o assunto da privacidade da nossa informação na Internet. Sou completamente contra qualquer tipo de atentado à privacidade pessoal em favor de um suposto Big Brother que supostamente nos protege.
Um dos argumentos que mais se lê online é o de que a Internet não se consegue policiar a ela própria. É verdade, mais ainda bem.É essa falta de policiamento que permite que se possa livremente dizer online que a Internet não se sabe controlar.
Um crime é um crime e pode sempre ser investigado e os culpados apanhados como acontece inúmeras vezes, por exemplo com a pornografia infantil distribuída digitalmente entre pedófilos. Mas não é preciso que para que isso aconteça haja a possibilidade de todos podermos ser policiados indiscriminadamente, sendo as nossas informações pessoais cedidas a uma suposta autoridade.
Faz relativamente pouco tempo a Google recusou o acesso (às autoridades dos EUA) à informação de determinados utilizadores, acção criticada por um interlocutor meu há uns dias, porque segundo ele "Eu não tenho nada a esconder, não me importava que cedessem a minha informação". Mas e se fosse o Irão a pedir essa informação? ou a Coreia do Norte? e se fosse o vizinho do 3º esquerdo? Quem é que decide quem tem a autoridade para o fazer?
A Internet não é Portugal, a Europa, outro país ou continente, não é cristianismo, o islamismo ou qualquer outra religião, é algo inigualavelmente global, e as regras que regem essa globalidade têm que ser abertas, já que o querer controlar determinados aspectos da W.W.W. abre as portas a que alguém com valores bem diferentes dos meus queira controlar aquilo que eu sou e a minha informação. É isso que a China e a Corei do Norte fazem e que é criticado por quem defende o policiamento da informação na "net". Posição que me parece francamente esquizofrénica.