quarta-feira, setembro 30, 2009

Esmiuçar o "online"


Por várias razões não tenho conseguido ver o Esmiúça os Sufrágios em directo, e por isso recorro à Internet. E o problema está nisso mesmo.

É que o facto de o programa estar dividido em partes de 1, 2 ou 3 minutos eu ainda aguento apesar de ser estúpido e irritante. A publicidade que agora apareceu entre esses "sketches" eu também tolero, inclusivamente se for facilitadora de trazer mais programas para a Internet é bem vinda, mas se calhar mais anúncios que na tv é esticar a corda. O facto de o sistema de vídeos também ser de fraca qualidade e a maximização funcionar mal ... epah... pronto.
Mas quando os sketches estão trocados na sua ordem, as entrevistas estão incompletas como acontece com a Maria Nogueira Pinto, é mau demais. Demonstra um amadorismo incrível tendo em conta o canal a que pertence, e o programa que aloja.

É fraco. Muito fraco. E depois acham que é com dois extras de backstage que se dinamiza e valoriza o "online". Não é. É com pura e simples qualidade. Se o programa fosse passado tal e qual como na tv, publicidade e tudo, com qualidade seleccionável e sem cortes o valor era muito, muito superior.


domingo, setembro 27, 2009

A abstenção


A previsão que está neste preciso momento a ser efectuada para a abstenção é verdadeiramente atroz.

Como é que é possível que todas as pessoas se fartam de falar bem e mal do que se passa no país mas depois mais de um terço dos portugueses que pode votar não o faz.

quinta-feira, setembro 24, 2009

De novo a gripe A


São 17:15 da tarde e na Sic notícias está a ser entrevistada uma especialista de saúde e a primeira pergunta foi "a morte que aconteceu hoje foi devida a gripe A ou apenas de alguém que por acaso estava infectado com gripe A mas que morreu de outras causas, conforme já afirmaram os médicos."
Curioso é que esta pergunta surge segundos depois de ter sido lido o cabeçalho "Morre a primeira vítima de gripe A em Portugal".

Conclusão. Lançar cabeçalhos primeiro, perguntar a quem de direito depois. Isso de jornalismo informado é para mariquinhas, e assim como assim gerou-se um impacto muito mais giro.


quarta-feira, setembro 23, 2009

Esmiuçar


Eu já aqui tinha dito que acho que o novo programa dos Gato Fedorento é espectacular?

Não? então digo agora

O novo programa dos Gato Fedorento é espectacular.
A parte de sketchs do programa tem sido extremamente bem conseguida, e apesar de ter visto os programas avaliados pelas entrevistas que têm acho que é o restante que tem sido o melhor. Parece demasiado redutor dizer que o programa foi melhor ou pior só porque a entrevista não foi tão boa. É que aí não depende só de quem entrevista, depende também de quem é entrevistado.

Para ser um daily show à portuguesa só ali faltam perguntas mais à séria, mas a verdade é que além de os portugueses ainda não estarem preparados para algo do género, os entrevistados muito menos...


Já agora gostaria de dizer que a concordo de forma total e completa com a descrição do RAP da Joana Amaral Dias. É super fofinha.


terça-feira, setembro 22, 2009

Massive Attack


Já agora...

Também já tenho bilhete para dia 21 de Novembro no Campo Pequeno (yuck) para ver Massive Attack.

Obrigado ao casal simpático que já me adiantou a prenda de natal.


Muse


Falei aqui há uns dias do no CD do Muse, uma pérola que se descobre ouvindo várias vezes.

Entretanto ontem fui comprar aqueles que deviam ser dos últimos bilhetes para a plateia do concerto no Atlântico dia 29 de Novembro.


It seems like I took the red pill


Há dias que começam normais.
Tudo igual a sempre, sem sinal de que as leis da física tenham mudado para ainda mais além da nossa compreensão. É o que se quer.

Mas por vezes, um desses dias transforma-se. Um acontecimento fá-lo mudar e ficamos enredados numa história surreal.
Mesmo quando não fazemos parte do enredo, ouvir cenas irreais contadas pelos actores reais é como andar de montanha russa e ficar abismado a cada passo, pensar que na próxima descida já não nos podemos espantar mais e sem nos apercebermos já subimos mais alto outra vez e vem aí uma queda ainda maior.

A realidade é realmente mais estranha do que a mais estranha das ficções. Acho que não é possível a ninguém abarcar tudo o que de inconcebível para si se passa à sua volta. E mesmo para quem já tenha ouvido e visto muita coisa há sempre algo que ainda o vai surpreender.

A quantidade de histórias mirabolantes que nos passam à frente todos os dias e nos são desconhecidas deve ser realmente incrível. Há sempre uma cena da uma novela da TVI a passar-se perto de nós, mesmo que não o saibamos. Estou cada vez mais convencido disto.


E o mentalismo... oh minha nossa... a conversa sobre o mentalismo.


segunda-feira, setembro 21, 2009

Já foram


Parece que o Sporting da Covilhã vai eliminar o actual primeiro classificado da Liga Sagres na próxima ronda da Taça de Portugal.


quinta-feira, setembro 17, 2009

Coisas para ler

Acabei de ler faz uns dias o The God Delusion. Recuso-me a escrever este título em português porque dei uma olhadela pela tradução e ia tendo um colapso de tanta asneira que li, e foi apenas na diagonal. Já me tinha despertado a curiosidade após ter visto uma entrevista ao seu autor no Daily Show há já algum tempo, e após recomendação de um emigrante decidi que estava na altura de o ler.
É um livro inteligentemente escrito e que pode, para quem decidir pensar no assunto com seriedade, ser um livro que mude muita coisa. Pessoalmente a minha visão do argumento em volta do qual o livro foi escrito já é muito próxima dos pontos defendidos, mas ainda assim é uma óptima leitura.
Richard Dawking tem o dom de simplificar alguns argumentos bem complicados de perceber, e a coragem de enfrentar algumas regras mal amanhadas que a sociedade tem em relação à religião.
Independentemente da posição que se tenha em relação ao tema, é um livro de leitura obrigatória.



Ainda relativamente a leituras, acabei ontem à noite a saga Twilight. Ah e tal... que bichanice e não sei o quê...
Não quero saber, li e mais nada.
A verdade é que a leitura dos livros em questão é uma experiência cheia de contradições.
Primeiro porque nos apercebemos rapidamente que a autora tem uma escrita muito fraquinha, mesmo muito fraquinha, mas devido à história que tem em mãos consegue manter o interesse na narrativa quase inabalado pelo facto.
Depois, e ao contrário do que quase sempre acontece, levei mais tempo a ler as últimas 50 páginas do último livro da saga do que todos os outros 3 livros juntos e o quarto até a essas últimas 50 páginas. É que tudo o que era bom na história até aquele momento parece que morre, e ficamos com uma história que não passa do banal, ou até sofrível, tal como a escrita.
Ao contrário do que é também normal acho que prefiro ficar à espera dos filmes, porque apesar de um bocado lamechas, não o são nem de perto,nem de longe, tanto com os livros, em que há alturas em que só apetece cortar os pulsos de tão "mariquinhas" que aquilo é. Safam-se os vampiros, os shapeshifters, as parte de porrada e história que não envolve descrições irritantes sobre a forma em como a protagonista gosta do vampiro cintilante.



Agora estou a começar a ler o Watchmen, para ver se arranjo uma história como deve ser.


quarta-feira, setembro 16, 2009

O meu ex-telemóvel


É tão espectacular que achei que o queria impecavelmente limpo. Vai daí meti-o na máquina de lavar roupa.
Para o menos observador pode parecer um descuido, mas não... foi só para ficar limpinho.
E foi limpinho... agora não funciona.

Altamente.


terça-feira, setembro 15, 2009

Agora é espírito... ou não


Morreu o Patrick Swayze.

Patrick, bacano, agora vê se tens calminha com essas cenas de te passeares por aí em forma de espírito a possuir Whoopies.


sábado, setembro 12, 2009

Comentários na hora


Já repararam que o Manuela Ferreira Leite deixou de dizer piquenas e médias empresas?
Agora a palavra pequenas já é bem pronunciada. Está ali muito trabalhinho de imagem.


Nova música

Backspacer, novo álbum de Pearl Jam, tem um início mais rockado, para depois levar com uma dose de músicas à la Into de Wild, e voltar a acelerar logo a seguir. É bom :)



Já o novo de Muse, The Resistance, é menos rockado, mais melódico. Ainda tenho que ouvir mais algumas vezes para poder dizer se gosto ou é só assim-assim.


I'm a basterd


Inglourious Basterds, a nova malha de Tarantino, não desilude.


Uma guerra mudada, escalpes cortados, cinemas a arder e personagens de cartoon.

Uma palavra de reconhecimento para o papel de General Landa. Genial.


Assim vale a pena ver alguém ser agredido com um taco de basebol.


E vão 37


A senhora diz que tem tido azar...

A mim parece-me que depois de 21 anos a conduzir sem carta ela tem é lata, não é azar.



sábado, setembro 05, 2009

Intervalo


Estamos no intervalo do jogo da selecção e surgem-me vários pensamentos:

1º - o futebol é fodido...

2º - onde é que andou esta selecção nos últimos jogos?

3º - Simão, já apanhavas na puta da baliza.

4º - todos os outros que já remataram podiam ter em conta que isto não é tiro ao boneco...

5º - as televisões na Dinamarca serão maiores? É que os câmaras têm a mania de deixar a bola fugir do ecrân. É irritante.


sexta-feira, setembro 04, 2009

Acontecimento


M. Night Shyamalan foi um verdadeiro estrondo quando dirigiu o Sexto Sentido, mas com o tempo perdeu o seu fulgor, não só por causa de algumas fitas menos conseguidas, mas também porque como qualquer coisa hoje em dia, se se começa a gostar muito dela, passa a ser cool não gostar e ser contra-corrente.

Vi há pouco tempo o The Happening, que passou quase despercebido em Portugal e foi um flop lá fora, mas a verdade é que não tivessem sido filmes como o Sexto Sentido ou o The Village, este filme teria tido sucesso. Muito até.

A história é relativamente simples, e contada de uma forma linear, sem grandes explicações. É exactamente essa falta de grandes teorias retorcidas e complicadas em volta da história do filme que o torna, a meu ver, melhor.

Eu gostei. Agora batam-me.

Coisas que me atormentam


No meio da publicidade que vejo na tv apanhei um anúncio que achei … estúpido vá lá...

O anúncio é ao LIDL e aos preços baixos do material escolar na dita superfície.

Primeiro aparece um palerma (gostava de saber quem é que lhe deu o nome de Carlos) que diz à mãe que é o seu filho e que inventou o teletransporte (como se isso explicasse como é que ele viajou no tempo).

Curiosamente voltou à sua infância para dizer à mãe para comprar o material escolar no LIDL que é mais barato e vai tudo dar ao mesmo.

Ora é impressão minha ou isto não tem lógica nenhuma?

Parto do princípio que o anúncio só faça sentido caso o “inventor”, enquanto rapaz, tivesse usado outro tipo de material escolar que não o do LIDL e por isso vem dizer à mãe para o usar. Mas será que alguém inteligente o suficiente para inventar o teletransporte viria ao passado dizer à mãe para mudar fosse o que fosse no seu passado, o que poderia levar a que o futuro fosse diferente. É estúpido.

Os anúncios não servem para nos fazer pensar neste tipo de coisas… eu sei. Mas ainda assim.