Enquanto estava na Covilhã, antes de por lá nevar, que nessa altura já estava por esta capital nunca branca, vi o Pineapple Express.
E o que dizer sobre este filme. Tal seja melhor fumarem uma, ou umas, antes de verem. É delirante, hilariante e uma mescla estranha de vários filmes e situações, que têm por base malta mocada. A base pode parecer frágil e fácil, mas a verdade é que o filme não o é, e se para alguns não fará qualquer tipo de sentido, deixará outros satisfeitos. Não é preciso ser-se complicado para se contar uma história rocambolesca, por vezes basta apenas a quantidade de droga certa.
Parece que estamos no Natal. Ouvi dizer, mas só isso.
Estes dias passados em casa por terras da Beira têm sido em busca de calma, em fuga a conflitos. Sem litigar. Não me apetece, é estranho, mas não tenho qualquer vontade de o fazer.
Sinto-me triste. Uma tristeza que não tem um gerador óbvio ou uma causa identificada. Sinto-me como alguém que respira um ar infectado com torpor e melancolia, sentimento de perda e metas inalcançáveis. Está frio.
Os dias que aí vêm sinto-os como dias de luta por ver algo que me faça ter vontade, apenas vontade. Sentimento de sentido.
Fui de Natal e nem disse nada. Sou uma vergonha, mas a vida é mesmo assim e que sou uma vergonha já todos sabemos faz muito.
O facto de não ter acesso à Internet na cidade natal não ajuda, mas a verdade é que também não o procurei, caso contrário te-lo-ia. Ainda assim não fez muita falta.
Espero que tenham sido dias de comer bastante bem, porque de resto são dias banais.
Entretanto voltei. Faz já quase uma semana, mas após dois dias ocupado, seguidos de dois dias doente, estou de volta, espero eu. O dias ocupados foram-no com os amigos e o trabalho, os de doença passados quase na sua íntegra passados na cama a ver 33 episódios mais um filme de Naruto, 2 episódios de Bleach e o último episódio da quarta série de Prison Break. Agora passou-me a febre a amanhã acaba-se o ano.
Estou ainda a arrumar coisas no seguimento de posts anteriores... muita coisa para por em ordem.
Mas escrevo apenas para dizer que a tv está ligada no Todos em Linha, um programa da SIC do qual já ouvi aqui imagens bem giras postadas, o tema de hoje é "Animais que são apelidos", neste momento já adivinharam "Lagarto" e "Coelho", e a resposta de um senhor que telefonou mesmo agora foi "Cão salsicha". Espectacular...
Já estou a imaginar, a malta a ler revistas na sala de espera do dentista e ouve-se vindo da coluna... "Sr. António Cão Salsicha pode entrar", que bonito que seria...
PS: não há imagem que este é um postflash especial
Arrumava ontem coisas minhas e dei de caras com cartas antigas, daquelas que já não se escrevem porque o email domina as nossas vidas, daquelas que ainda levavam selo dos correios e falavam de pessoas, de quem as escreveu. Não sei muito bem porquê, mas pareceu-me chegada a hora de as rasgar, a todas sem excepção. Divididas em bocados que por si só não faziam sentido, e que nalguns casos nem no seu conjunto. As palavras que nelas estavam escritas já lá vão, com o tempo amarelaram, cairiam se numa árvore estivessem, caducas. Já chegava, acompanharam-me através de tempos e casas, pessoas e distâncias. Mas não acompanham mais. Mais ou menos importantes, já não existem.
Salvaram-se os postais enviados daqui e dali, por motivos de férias, aniversário ou Natal. Enviados por pessoas mais ou menos chegadas. Destaco um enviado POR APENAS UMA PESSOA de um sitio chamado Mamaia não só pelo nome do sítio mas também porque segundo o Sham era o mais feio da livraria.
Eu confesso que ainda não percebi todo o alarido com a situação das faltas dos deputados na votação de sexta-feira. Qual é a novidade? Pelos visto a situação é tão normal que houve quem tivesse a ideia verdadeiramente revolucionária de fazer funcionar o plenário da AR apenas até quinta-feira. Brilhante.
Eu tenho uma ideia que era capaz de solucionar isto, mas provavelmente é estúpida, ou não fosse proposta neste blog. Era a minha ideia era eles trabalharem. Como qualquer pessoa normal. Ahn??? Que tal? Não era giro? Em vez das mais de 600 faltas já registadas este ano à sexta-feira no AR (a maioria por motivos médicos) podiam variar e bulir. É que em trabalho de gente honesta trabalha-se de Segunda a Sexta, ou então de Quinta a Domingo vá...
Agora, e porque já estou um bocado irritado por estar a escrever sobre este assunto gostava de dizer a esses chupistas de merda que deviam ter vergonha na puta da cara e trabalhar com a finalidade para a qual foram eleitos.
PS: uma diferença do jogo do benfas em relação a um do Sporting eu descortinei, e foi o facto de no final do jogo do meu clube e quando confrontados com o facto de não haver declarações na flashinterview nem do treinador nem dos jogadores o repórteres se terem mostrado bastante descontentes e comentado de forma bastante deselegante o facto, já hoje, o treinador e jogadores do Benfica não quiseram comentar??!? Boa noite e um queijo que não se passa nada. É sempre bonita a imparcialidade da tv portuguesa.
É um bocadinho à Rambo? É, mas nem por isso é mau. A verdade é que conseguiu fazer com que eu voltasse a ver a série 007 como filmes que até valem a pena e não apenas um franchise completamente gasto feito para vender marcas.
Após as desilusões que foram os últimos dois filmes virei-me para algo diferente, o Resident Evil – Degeneration. Este filme nada tem a ver com a saga cinematográfica mais conhecida, e é um filme de animação japonesa ao estilo Final Fantasy – The Spirits Within. A história também não é o seguimento dos filmes com actores de carne e osso, mas sim no seguimento dos videojogos, que podem não ser conhecidos por todos, eu por exemplo, não sendo dono de nenhuma consola conheço apenas algumas partes do enredo, mas ao bom estilo de tudo o que sai da mente dos contos japoneses é algo de fritar o côco ao amante dos contos Disney.
A animação é soberba. Longe das animações de filmes como Shrek, Madagascar, Ratatuille, Ice Age ou outras do género esta retrata cenários supostamente realistas, com representações realistas de humanos e isso torna-a bastante mais difícil, é que ver um rato na cabeça de um boneco é uma coisa, mas ver uma cara real em animação é outra. Sendo a animação soberba como já referi, talvez a nível de faces o Final Fantasy consiga ainda superar este filme, e sendo que já lá vão 7 anos… é obra.
Este é um filme que está fora dos circuitos comerciais com toda a certeza, acho até que nem o DVD deve ser fácil de arranjar em Portugal. É também um filme que provavelmente apelará pouco à maioria das pessoas pelo conteúdo da história, tipo de animação e falta de interesse pelo género de filme em geral. Mas tenho a certeza que agrada ao RJS.
Se há assunto do qual não percebo nada, então esse assunto são as gajas, e sim, utilizei o termo gajas propositadamente. Só há outro assunto sobre o qual percebo tão pouco como de gajas, que é de mais gajas. Ok talvez também não perceba nada de migração sazonal das borboletas monarcas, e mesmo assim é possível que já tenho visto um ou outro documentário sobre o assunto, o que me torna infinitamente mais versado nesses lepidópteros do que em gajas.
Não percebo a forma de pensar, quando espero uma coisa sai-me outra completamente diferente. Quando penso que finalmente consegui descobrir o que afinal se passa acontece imediatamente algo que atira por terra toda e qualquer compreensão lógica do conjunto de actos anteriores. Pura e simplesmente não consigo perceber…
Já não ia ao cinema faz uns tempos, o preço dos bilhetes faz destas coisa, mas a semana passada, levado por quem veio de longe, decidi ir ver o Madagascar 2 em versão portuguesas.
Eu confesso que se há preconceito que tenho é com as versões portuguesas destes filmes de animação, mas como já por várias vezes ouvi dizer que até são bons e que nem todos mas alguns valem a pena, decidi ir ver. Erro.
O filme pareceu-me bastante mais fraco que o primeiro, tem alguma piada é verdade, mas deixou-me a pensar que é uma sequela que podia ter ficado na prateleira. Se isto tem a ver com a versão não sei, espero que não, mas só ficarei com a certeza quando vir o original.
Outro filme muito fraquinho é o Eagle Eye que vi ontem. É que o facto da história estar batida não quer dizer que o filme tenha que ser tão mau. Mas é.