sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Tou a ir




Hoje, no telemóvel uma sms, que nem sequer é daquelas standard que passa de pessoa em pessoa, que dizia:
“O purgatório telefonou. Estão à tua espera. Ficas ao lado do Pol Pot.”

E eu pergunto? Mas nem no Além há organização? Não podiam ter telefonado directamente para mim? Eu tenho voicemail activo cum caneco.
Realmente é triste o desprezo de que até por parte do purgatório sou alvo.







Lights Out





Acabou o turno de trabalho e toca de me meter no carro e vir para casa.
Av. de Roma, calmamente como sempre, e de repente…
Nada de vermelhos, verdes, amarelos ou qualquer outra luz que não os faróis dos carros, Av. EUA tudo às escuras também, Av. Berlim com meia dúzia de luzes acesas e uns semáforos a funcionar, daí até casa quase tudo às escuras.

Quem é que anda a brincar com o interruptor?


quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Into the Wild





Desde há já algum tempo que este filme estava na lista de filmes para ver. Devido à história que conta e à banda sonora que tem.
Após a dica da filha do vento decidi que após os filmes dos oscares este subiria para o topo da lista de filmes para ver. E vi.
O filme não é grandioso, as interpretações não são míticas, e acho até que a nomeação recebida para melhor actor secundário não é de todo merecida, mas ainda assim as personagens são acima de tudo humanas, e acho que é isso que se pretende no filme. O filme também não é uma obra de referência no cinema, nem vai ser recordado como um filme brilhante.
O que fica do filme é a história, que ela própria não seria algo de surpreendente caso não fosse real, mas é, e isso faz toda a diferença. O filme impressiona pelo que alguém real de pele e osso fez, passou, e viveu. Talvez porque também eu gosto de “de andar sem rumo” o filme me tenha, em determinados momentos, feito pensar e achar que está retratado ali algo mais do que mais um personagem de um filme.

Um filme que dirá pouco ou nada a muitos, fará pensar alguns e marcará poucos, mas esses poucos, de forma indelével.

A banda sonora, que eu já conhecia, e que por ser apreciador do música do senhor talvez seja tendencioso, é brilhante.



Discos de vinil




O meu aniversário passou este sem que, ao contrário do ano passado, eu tenha tido a sensação de envelhecer. Mas isso mudou hoje.
No jornal da uma da Sic foi mostrada uma reportagem em que na rua se perguntava a adolescentes o que era um grande cartão quadrado, que se abria e metido numa ranhura tinha um disco grande e preto com um buraquinho no meio. A maioria não conseguiu dizer o que era, quem tinha uma vaga ideia dizia que era um disco dos antigos, mas não sabia o nome dado àquele tipo de disco. Apenas um soube dizer que era um disco de vinil e que para tocar um é preciso um gira-discos.
Estou velho.
Além disso entristece-me que dos putos que falaram para a reportagem nenhum tenha a consciência de que apesar da facilidade fornecida pela música digital em se transportar, transferir e ouvir, a qualidade de um disco de vinil é imbatível por qualquer cd ou disco digital, por uma simples questão de tecnologia. O analógico é o analógico…


Jantar




Este ano parece que decidiram dar-me prendas em comida. Dois dias, dois jantares. Obrigado. Comer acompanhado de boa conversa e amizade é sempre muito bom.


segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Um dia normal



Foi ontem, já passou.

Fazer anos, ou como um dia se pode transformar num ano das nossas vidas.

Obrigado aos que se lembraram. Obrigado também aos que não se lembraram, porque se vêm a este blog merecem, e podem nem saber.

Agora venha o próximo.



And the winners where... (2)




Bom dia.
Estou de volta, descansado depois de pouco sono na noite anterior.
Após pensar um pouco no assunto talvez não tenha muito para acrescentar ao que já disse, tanto em relação aos oscars como em relação ao There Will Be Blood (TWBB) que vi rés-vés antes da cerimónia das estatuetas.

A cerimónia como referi foi calma e bem comportada, raramente a música interrompeu um agradecimento, e não foi porque a organização contemporizou mas sim porque os discursos foram breves. A noite correu tão sobre rodas que até deu para trazer de novo Marketa Irglova vencedora juntamente com Glen Hansard da melhor canção para agradecer, porque não conseguiu fazê-lo na entrega propriamente dita.
O Jon Stewart esteve bem tendo em conta a sensibilidade com que é preciso tratar estes eventos e com o pouco tempo que houve para o preparar devido à greve dos argumentistas que tanto ameaçou esta noite. Inclusive este facto foi alvo de várias piadas que foram desde o cancelamento da festa a Vanity Fair até aos inúmeros clips que houve durante a festa.
Os prémios foram quase todos bem entregues e sem grandes surpresas salvo para a Tilda Swinton. Achei fraquinhas as canções do Enchanted. Eu não vi o filme mas 3 música nomeadas… aquelas 3? Não achei nada de especial, pelo que a atribuição à música do Once me pareceu quase que obrigatória (é assim mesmo academia). Melhor filme e realizador para No Country For Old Men (NCFOM)que acabou por se tornar o filme da noite foram bem atribuídos, podiam ter ido para o TWBB que também não teria sido mau. Melhor argumento original para Juno, sem surpresa, e melhor argumento adaptado para NCFOM, também bem entregue. No geral as escolhas foram do meu agrado.

Daniel Day Lewis foi para casa com a estatueta na mão. E foi bem. A performance em TWBB é arrebatadora e a transformação do actor na personagem é mais do que camaleónica quase de possessão satânica. Day Lewis não podia estar mais longe pessoalmente da personagem que interpreta e ainda assim o papel é desempenhado de forma perfeita. Tal como Javier Bardem faz com que o Jack o Estripador pareça um mariquinhas ao lado da sua personagem em NCFOM.
Só acho uma pena não terem nomeado o Paul Dano para melhor actor secundário, iria invariavelmente ganhar o Bardem, e merecidamente, mas a nomeação parecia-me adequada. Mas tudo bem…

Ratatouille como melhor animação estava ganho à partida. E The Bourne Ultimatum arrecadou as categorias de melhor som, efeitos sonoros e edição que podendo ser categorias técnicas e menos relevantes premeiam um filme de acção como não se via há muitos anos de tão bom que é. Além disso, na minha opinião, edição é uma categoria bem mais importante do que lhe reconhecem à partida.

E basicamente foi isto. Obrigado e até para o ano.



And the winners where...

Terminou a entrega das estatuetas, a cerimónia foi certinha e sem desvios, ou muitos poucos e que foram bons desvios.
Vencedor? The Bourne Ultimatum, 3 óscares, vai buscar. Foram categorias técnicas eu sei, mas ainda assim.
De resto foi tudo mais ou menos bem entregue, No Coutntry For Old Men impondo-se nas categorias principais, mas com o Juno a ganhar melhor argumento original, tal como eu previ (consultas sobre saúde, dinheiro e amor é só telefonar).
Nódoa na escolha para a actriz secundária. Na minha humilde opinião claro.
E agora sem mais declarações, considerações, informações ou outras complicações, vou dormir que se faz tarde. Amanhã falo mais sobre o assunto.

Levantei-me para dizer isto

Ahn???? A Tilda Swinton???
Não, agora a sério.


PS:escrito durante os óscares por isso nada de imagens para ninguém.

Tá a começar




Os óscares estão mesmo a começar.

Sim, já vi o there will be blood. Mas não é a hora de me alongar com descrições, dele falarei depois. Fica apenas a pequena achega de que o There Will Be Blood tem cheiro de épico, não o sendo na minha opinião, mas que é forte não há dúvida. O Daniel Day Lewis arrisca-se a ganhar uma estátua com um filme destes... e é uma vergonha não nomearem o pregador Elly. Este actor que me surpreendeu no Little Miss Sunshine voltou a faze-lo. Prevejo-lhe um futuro risonho.


Agora vou ver tv. Até às tantas.



sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Lights out



Michael Clayton foi o quarto dos filmes nomeados para o oscar que me passou pelos olhos. E é bom.

Não lhe consigo fazer os elogios que fiz aos três anteriores, não é tão bom como nenhum deles, mas também não é um filme a desprezar, e vale pelo acumular de uma tensão ao longo de todo o tempo em que se desenrola.

Na minha opinião tem um senão a apontar. O facto de ser feito recorrendo ao lapso temporal entre o inicio e o fim. Começa a estar demasiado visto, e há maneiras mais criativas de brincar com a linha temporal nos filmes. Coisa que, também tem sido feita cada vez com mais regularidade. Qualquer dia damos graças se um filme não saltar para trás e para a frente no tempo. Mas esta é uma crítica menor ao filme, que não vive desse salto temporal e tem muito mais para oferecer a quem o vê. Ainda assim, e caso tivesse que haver prioridades no visionamento da lista de filmes para oscar este seria o último dos quatro que já vi.

Relativamente à nomeação para melhor actor principal, que também me parece relevante, e não tendo visto quase nenhum dos nomeados para a categoria em questão, posso dizer que bastou ver o Sweeney Todd para achar que desta o George não pega na estatueta.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Prémio: "E ires apanhar no prestígio*"




Eu bem que tento não dizer asneiras. Mas quando leio coisas destas não consigo conter-me.
Este palhaço devia era pedir-me desculpas a mim, e a quem ganha meia dúzia de euros por mês. Ao fim e ao cabo somos nós que lhe pagamos o salário a ele para andar a dizer merda.


*Referência à cultura Markliana

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Juno, um filme do car"#$%




No seguimento da minha saga de visionamento de filmes nomeados para os Óscares desta vez vi o Juno.
E concordando com o RS em que merece ser visto, subo a parada e digo que é genial. Falta-me ver o Michael Clayton e o There WilL Be Blood mas vai ser preciso ver algo muito especial para pessoalmente bater este Juno.
O argumento é brilhante e tem momentos hilariantes, a música é muito boa e está cuidadosamente colocada ao longo do filme.
A Ellen Page faz um papel estrondoso, mas todos os actores desempenham as suas personagens de forma natural, provavelmente devido ao argumento, que é bom que se farta. Prevejo até que este filme, e dos outros nomeados ainda só vi o Ratatouille, vai ganhar melhor argumento original.
Sendo o tópico bastante diferente, o sentimento que tive ao ver este filme foi o mesmo que tive ao ver o Little Miss Sunshine. É um filme do caraças.


sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Rapidinha

Parentesis




É preciso fazer um parêntesis neste blog.
Quem costuma passar por aqui já se apercebeu de algumas mudanças, de outras não provavelmente. Mas que está a haver mudanças está.
Foi criado um mail próprio do blog, está disponível no profile e é: estupidezandante@gmail.com
Foi retirado a word verification dos comentários. Espero que o ataque dos anúncios parvos não volte.
O blog agora tem música, a playlist ainda é curta mas ninguém passa aqui assim tanto tempo por isso não há problema por enquanto, eu vou com toda a certeza acrescentado músicas novas com o tempo.
Há agora uma lista de links aqui do lado direito que permite aceder de forma eficaz à malta amiga do dono do estáminé. Não são todos os blogs que visito nem outro tipo de lista rebuscada, são pessoas amigas, e será completado com o tempo também.



O layout também está a sofrer qualquer coisa que eu ainda não percebi, e que por isso mesmo, não consigo pô-lo a funcionar. Mas estou a tentar acabar com este aspecto extremamente manhoso que o blog tem desde que o meu espaço ftp antigo se foi, para o deixar com um aspecto apenas ligeiramente manhoso.

Portanto é normal que haja atrofios, posts marados, asneiras e todo o tipo de parvoíce. E também possível que o blog seja afectado pelas mudanças.






quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Que grande pinta





Vi hoje o No Country For Old Men. E ainda bem, porque é um grande filmaço. Que pinta que têm aquelas personagens, o Javier Bardem está genial.
Este filme prova que ainda é possível no século XXI fazer cinema de westerns de altíssima qualidade se sem que todos tenham que andar a cavalo e usar esporas. Tudo o resto está lá.
Uma história saída directamente da mente dos irmãos Cohen para a imagem simples mas muito efectiva de um filme que mostra a matança de uma quantidade ridícula de pessoas num ambiente pacato.
8 nomeações para os Óscares, merecidas todas elas.



terça-feira, fevereiro 12, 2008




Mas onde é que Dakar aparece no mapa sul americano? No meu atlas não vem. Foi alguma cidade fundada há pouco tempo? ou eles vêm a nado do outro lado do atlântico até à costa africana?
Ou bem que alguém explica isto ou então a prova é a Buenos Aires 2009, certo?

Ao que o marketing nos leva...






segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Xiuuu que se vai ver um filme

O tempo passou, e agora tenho mais. Mais tempo.
E quando o tempo não é contado pela consciência passo a poder dedicar horas a coisas de que gosto. E como os Óscares estão aí à porta decidi que era a altura ideal para começar a ver os filmes que tenho deixado fugir. Principalmente porque já não tenho KK.




O Tim (e começar assim a frase faz-me lembrar um sketch estúpido que envolvia uma campainha) voltou a mergulhar-nos num sombrio filme em que uma vez mais o Johnny Depp passeia tanta classe como actor que até chateia.
Um musical com a violência do Rambo e a fantasia de um desenho animado. É preciso dizer mais?
O aspecto gótico de todo o filme com Londres a ser mais sombria e fantástica que nunca, as personagens saídas de um qualquer lugar recôndito de uma mente fértil.
Um filme que merece definitivamente ser visto, e ouvido (que músicas geniais) com atenção.




Hoje foi o Atonement, nomeado para melhor filme juntamente com outras 6 categorias.
Um grande filme sem dúvida alguma, não sei se para vencer na categoria mencionada, ou nas outras já agora, mas que é de encher o olho é. O argumento é brilhante e a narrativa sublime. Inquietante de tão simples.
Se é um filme que não é essencial ver numa sala de cinema, é com toda a certeza um filme a não perder num qualquer dvd ou torrent perto de si.


Seguem-se os outros filmes nomeados, para uma ou outra categoria, com prioridade para os nomeados para melhor filme e realização, que não sendo os mesmos, são quase.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Ponto final, parágrafo



Terminou hoje (ontem) mais um troço de caminho percorrido aos trambolhões. Quando é que aprendo a transformar o que penso naquilo que faço?


Ena ena




O Lost voltou a semana passada e hoje há mais. O Prison Break também voltou. House com 3 episódios em 8 dias, com a Mira Sorvino num episódio gelado. Daily Show e Colbert Report que já voltaram no inicio do ano, sem argumentistas, a terem muito material com que trabalhar.

Diz que a greve está quase a terminar.


Avaliação




Após uma quantidade de anos na faculdade, que fazem de mim alguém com uma inteligência muito fraquinha, não posso deixar de achar que tenho conhecimento de causa para avaliar o sistema em que me integro.

Não vou entrar em politiquices, não vale a pena e é quase irrelevante no contexto do que quero dizer. Prefiro falar da forma em como a universidade não tem o papel que deveria ter para os alunos, e da pose elitista que assume para com o exterior.

Uma faculdade deveria ser a linha avançada do conhecimento de um país. Lugares onde alunos aprendem com os professores e que em conjunto desenvolvem para além do presente o conhecimento adquirido. Locais onde se trabalha em prol de um qualquer ramo de ciência como contributo para um saber global. Mas não. Na maioria dos casos, as universidades são fechadas e o conhecimento transmitido de forma robótica por robots.

Ora, falando em docentes.
Salvo honrosas excepções, a regra é os professores serem os donos de um conhecimento que não conseguem transmitir de forma correcta, simples e cativante. Julgam-se muitas vezes superiores e 97% dos alunos, ou seja, alunos com menos de 17 valores na sua cadeira, como pessoas de fraca inteligência que deviam estar a lavar pratos num restaurante na terra de onde saíram.
Volto a afirmar. Há excepções, há. Mas o geral é como acima descrevo. Professores agarrados a regras e manias desactualizadas. Pedagogia? Isso come-se?

Uma universidade hoje em dia é um estabelecimento de ensino rígido, pouco fluente no que toca à interacção, onde se ensinam rebanhos de alunos a mecanizar em vez de pensar. Um certo leitor deste blog disse-me uma vez “na universidade, o que eu aprendi foi a desenrascar-me”, que não sendo um ensinamento a desprezar, de forma nenhuma, também não devia ser um objectivo, nem sequer um meio para atingir um fim. O fim do curso.

But then again. Talvez seja a minha fraca inteligência que não me deixa ver para além de que me parece óbvio.


Ahn!!!?!



E o prémio "Estão gozar comigo? Não estão? Digam que sim" vai para esta notícia.

Como comentário só tenho a dizer: vão gozar com o caralho, sim? Que puta de lata.


domingo, fevereiro 03, 2008

Este senhor é um génio



O Rui Santos, comentador da SIC em assuntos relacionados com o futebol, é um génio. Já aqui tinha falado do senhor e volto agora para fazer uma vénia à qualidade daquilo que lhe sai da boca.
Ele já enterrou o Rui Costa faz meses, e o homem é dos melhores do Benfica, já apresentou documentos polémicos e na semana a seguir teve que dizer que afinal estava enganado. Só coisas geniais.

Hoje a pérola foi:
"não será preciso estimularmos o hipotálamo para nos recordarmos..."
isto é, realmente, de alguém com um conhecimento acima do normal de uma quantidade de assuntos impressionante. Neste caso anatomia. É que realmente não é preciso estimular o hipotálamo para nos recordarmos de nada, porque o hipotálamo nada tem a ver com a parte do cérebro que controla a memória.
É desta partilha de conhecimentos que Portugal precisa, principalmente à malta que gosta de futebol e vê todas as semanas os comentários deste virtuoso da parvoice.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Se eu soubesse...



Então é isto que eu tenho andado a perder com o facto de nunca ter andado de avião. E ninguém me diz nada? Se eu soubesse até para ir aos fins de semana à santa terrinha ia de avião.

Só fico com uma dúvida. Será que foi num vôo low cost?



Comentários

Devo dizer que me parece quase atroz a forma como se destila veneno nos comentários associados aos vídeos dos incorrigíveis. E estúpido o facto da malta que toda a santa semana diz mal voltar na semana a seguir para ver também… tá giro.
Há pelo arquivo dos incorrigíveis, apesar de pequeno, vídeos melhores, piores, péssimos ou geniais. O facto de estarem inseridos numa destas categorias dependerá dos gostos humorísticos de quem vê, e também pessoais relativamente aos colaboradores do espaço. Ainda assim, há comentários que realmente são estúpidos, e desprovidos de qualquer sentido crítico. O bem português, “dizer mal por dizer”.

Em relação ao Herman é porque já não é aquilo que era, porque agora é uma merda e há 15 anos é que era genial. O José Diogo Quintela é porque não tem piada nenhuma sozinho, e se não fosse o Ricardo Araújo Pereira vivia debaixo de uma ponte. O Bruno é porque também já não tem piada e no Levanta-te e Ri é que era… “o senhor do bolo e tal”. O RAP é porque é sempre igual, porque só sabe fazer sempre as mesmas personagens (apesar de não ser actor), bla bla bla…
O que é realmente triste é que este tipo de comentário só acontece pelo também tão português: “se é popular não gosto”. Acontece com a música, filmes, séries, actores, carros, motas, tudo o que se possa imaginar. O alternativo é que é giro, independentemente do que seja o alternativo.
“Eu gostava muito dos não sei quem era no primeiro álbum, quando ninguém conhecia, agora são uns vendidos.” Quem é que nunca ouviu isto? Ou isto, “Nah, eu não gosto nada desse gajo, é sempre igual e já farta, o fulano de tal é que é (nome que normalmente não nos diz nada). Espectacular, ainda é pouco conhecido”

Eu até percebo que as pessoas evoluam, e há realmente muita coisa que perde qualidade com o tempo. Afinal de contas que já não gosto de alguma roupa que vestia há 10 anos atrás. Mas continuo incapaz de entender o fenómeno que nos leva a rejeitar algo que tem grande popularidade só porque sim…

Este post já vai longo, ler é uma seca, e como provavelmente também este blog já foi giro, mas agora que é um fenómeno de popularidade já não tem piada, deixo-vos com um vídeo genial dos incorrigíveis. É quase impossível dizer mal deste.




PS: Este post não tem imagem no inicio mas tem vídeo no fim. Claramente, uma coisa compensa a outra.

PS2: Este blog contínua a ser pouco visitado e bastante impopular, escrevi aquilo só mesmo porque achei que ficava giro.

PS3: A fazer tantos ps's isto fica a parecer um post do Shamrock

Remake



E se de repente alguma amiga antiga te telefona, então isso é porque acabou com o namorado.


Vou precisar das ajudas



Voltou à nossa televisão o programa Quem Quer Ser Milionário, e eu vi na terça-feira. Achei que o programa em si continua na mesma à excepção de uma nova “ajuda”, que permite trocar a pergunta perante a qual se está no momento. Não achei assim tão normal foram algumas perguntas do programa, ou respostas.
Espantou-me, devo dizer, que uma das perguntas que vi aparecer no painel foi qualquer coisa como: Qual é o hobby do Julio Isidro?
Mas isto já é pergunta de QQSM? O que é que se passou que eu perdi? Pior só mesmo o facto de que o concorrente acertou essa pergunta sem pestanejar, mas foi eliminado de seguida com a pergunta: “Quem é o vice-presidente dos EUA?”

A provar que a malta que trata das perguntas e respostas do programa está a precisar de um bom par de estalos, foi o facto de haver como respostas à pergunta:

“Qual a distância de Portugal de Norte a Sul” (mais coisa menos coisa),

as respostas:

a)menos de 300km
b)mais de 300km
c)menos de 500km
d)mais de 500km

???!!!?!?!?

Portanto se eu achar que Portugal tem 1000000km de extensão de norte a sul tanto me faz responder b) ou d), tal como se achar que tem 100km a) ou c) servem. Se porventura me pensar que tem 400km respondo b) ou c)????

Claro que assim é difícil ganhar.