terça-feira, novembro 28, 2006

segunda-feira, novembro 27, 2006

Coisas para dizer

Eu disse que tinha coisas para dizer, e tenho.
Tenho para contar o fantástico que é sair-se de casa em dias que o que se devia mesmo fazer era estar-se amarrado a uma cama. E já não estou a falar das possíveis práticas que isso pudesse implicar.
Então não é que só saí de casa para o trabalho, já não há dia, apenas noite e nos poucos metros que me separam da paragem da carris não só apanhei uma bela molha como perdi o autocarro por segundos. Espera, espera e lá fui para o trabalho com a consequente molha desde o metro até lá.
Atende uma chamada, e mais outra, entretanto fico sem nada para ler e tempo de available com fartura.
Meia-noite e trinta e oito, a consola toca de forma fatídica atendo e começa um martírio de 2 horas… sim, duas horas.
Sai a minha boleia para casa e fico apeado. 2:38 a chamada não pode tecnicamente continuar e se bem que o segurança foi inteligente o suficiente para não me chatear com a saída choviam gatos e cães (que expressam tão estúpida quando dita em português), tive que correr até à Alameda para chegar em simultâneo com o autocarro que decidiu ignorar-me e seguir caminho. A polícia não me tinha servido de muito até ao dia de ontem, um agente 100 metros à frente fui o que se tinha passado e o brigou o autocarro a parar, obrigado senhor agente.
Mesmo assim vim agarrado ao acento porque o motorista decidiu fazer a Av. de Roma sem parar nos vermelhos… para que parar por causa de uma luz deve ter ele pensado.

Por tudo isto decidi chegar a casa e ir para a cama sem me esticar em mais nenhuma actividade, não fosse o diabo tecê-las.

Astros mapeados

Aquilo que ouvi dizer de um gajo que conheço é que o meu mapa astral é equilibrado... go figure.
Segundo esse mesmo mapa astral eu sou mais ou menos assim.

Acham? Não acham? É capaz? Eles são parvos? Os astros andam loucos?

Digam de vossa justiça.

Running in the rain

Gosto da chuva. Mas ela impede-me de ir correr, o que é chato.

Ou será que não impede... hummmm

Tenho coisas para dizer...

...mas mais logo que agora é tarde.

domingo, novembro 26, 2006

Changing times

As ocasiões levam a transformações. Forçadas ou pretendidas dependendo do ponto de vista.

Passar do tempo

Os dias passam contados a gotas de água, como se duma clepsidra todos os relógios se tratassem.
Umas vezes de forma rápida e diluvial a água escorre e foge sem que tenhamos tempo de nela pensar, outras de forma lenta, quase viscosa em que cada gota pinga vagarosamente.
Sabe bem. E mal.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Eu odeio

que me mintam.

Rainy night

Por vezes, os meus pensamentos durante a noite não me deixam dormir.
Não consigo, por mais que tente. São como um comboio que me corre pela cabeça e que me obriga a estar atento não vá ele descarrilar.

quinta-feira, novembro 23, 2006

I shall rule the world

Esta é a personagem mais divertidamente retorcida dos cartoons que por aí andam.Este vídeo na verdade não retrata os melhores momentos deste puto genial mas mostra alguns o que já não é mau de todo.







Hail to Stewie

quarta-feira, novembro 22, 2006

A malta quer é que, pronto... coiso...

Ahahaahahahahhahahhahaahahah

Aahahahahahahah

Ahahahhaahha

Pronto, desculpem, já me passou. É que estava a ver a reportagem no canal 1 aos alunos do secundário em greve.
Um informado e culto aluno que parecia representar os outros que por trás gritavam qualquer coisa apresentava duas razões, e só duas para que não haja aulas de substituição. Passo a enunciar: 1º porque os alunos não querem. (sim, é só isto), 2º porque quem é que é a ministra para achar que estar numa aula com um professor que não é daquela disciplina é melhor do que estar no café com os amigos.
Epah. Eu também já fui aluno do secundário e tenho duas razões pelas quais vocês são parvos: 1º não ponham um gajo com um QI abaixo da média a falar para a televisão por mais bom aspecto que ele tenha, 2º se querem apresentar razões para não terem que passar os furos em aulas inventem qualquer coisa, mintam, mas não dêem razões parvas que só vos fazem ficar mal.

Já agora para a menina que falou e que com toda a certeza fará parte dos milhões que lê este blog (ou então não), os exames servem exactamente para que os alunos que têm dinheiro para andar em colégios não cheguem ao fim do ano e passem à frente de todos os outros sem serem avaliados pelos mesmos critérios. Teres o teu futuro decidido em 90 minutos, ui… que medo… é tão difícil… faz-te à vida e abre a pestana, milhões fizeram exames e entram na universidade, se realmente não fores dos que durante o ano só passeia e tira boas notas porque os professores são pagos em cabritos não tens medo de exames. Ou então tens.

terça-feira, novembro 21, 2006

Baforada

Fumar pode ser um acto sedutor?
Sim. Depende de quem o pratica, se for por exemplo a Clara Pinto Correia não é concerteza.

Limerickamus

Hoje foi-se mais um.
O senhor “Não fui isso que eu disse. O que eu disse foi…” O rapaz do pé chato e pele sensível, que praticava um desporto em que agarrava outros gajos o melhor que podia e tentava deita-los sem nunca os largar, acho que chega para dar uma ideia.
O tal que telefonava às tantas da manhã e dizia “Estás acordado? Vou passar aí” onde perguntam vocês? Na casa maravilha claro está, onde mais teria sempre a porta aberta das 6 da manhã às 6 da manhã?
Aquele que não bebe cerveja e acha o gin é que é para homens de barba rija, com aguinha tónica e uma rodelinha de limão… abichanado como sempre.

Porque vá lá… até és um tipo porreiro e porque vais trazer uma data de cenas fixes para mim quando voltares aqui fica um desejo de boa sorte e de que esta visita em negócios ao estrangeiro traga consigo as melhores experiências possíveis.

So good luck to you “lad”, and don’t forget you quit the “fags”.

segunda-feira, novembro 20, 2006

A cor e a sua ausência

Photobucket - Video and Image Hosting

Photobucket - Video and Image Hosting

Lets look at the trailer

Nos últimos tempos e porque há momentos em que apenas a ficção nos pode manter perto da realidade tenho passado algum tempo dentro de salas de cinema que me acolhem, não fazem perguntas e me oferecem companhia na escuridão de vasta salas quase vazias.
Como não sou crítico de cinema mas gosto de criticar os filmes que vejo faço apenas um pequeno apanhado do que pelos olhos me passou nos últimos tempos. Começando pelo menos bom como foi por exemplo o The Night Listener, um filme com potencial mas que espremido acaba por saber a pouco. Dispensável.
Mas nem todos são dispensáveis e do resto que fui ver aconselho-os a todos, uns mais que outros mas todos eles merecem os minutos que se passam a vê-los. O Marie Antoinette que apesar de não ser um Lost In Translation é bastante bom se não se olhar para ele como um documentário histórico, imagens e actuações bem conseguidas no meio de uma banda sonora muito bem integrada.
O Ilusionista que conta uma trama banal de uma forma mágica, não é fantástico mas vale a pena, além disso o Eduard Norton entra, e atenção que digo isto sem qualquer tipo de tendência homossexual.
O Perfume que tinha uma bitola altíssima devido ao sucesso do livro, de que confesso, não gostei tanto como a maioria das pessoas, sendo que gostei mas gostei só assim assim... :) talvez por isso mesmo gostei mais do filme que captou exactamente o essencial da história transformando palavras em imagens de uma forma que achei bastante fiel.
E por fim três filmes em que cada um de sua forma me encheram as medidas. O Little Miss Sunshine, simplesmente sublime a forma como se retrata uma família invulgar de uma forma natural e simples… fiquei siderado com este filme, fiquei mesmo.
The Departed do mestre Scorcese, com o avô Jack. Podia terminar por aqui e seria mais que suficiente para se saber que o filme é bom, mas não é que o DiCaprio aparece a saber actuar? E o Matt Damon faz mais um dos seus papéis de quase dupla personalidade, e se ele faz isso bem… o Mark Wahlberg que faz de tipo passado dos cornos que chama nomes a todos os outros personagens do filme. 5 Estrelas.
E last but not least, Children of Men que num cenário realisto-apocalítico nos mostra imagens brutais com uma mensagem ainda mais brutal. A não perder.

Pérolas do metro

Tenho ultimamente lido umas pérolas do jornal Metro.
Temos este título fantástico…
“Acidentes domésticos matam 3 em cada 5 crianças em portuguesas.” Eu era capaz de jurar que havia mais crianças a chegar a adultos em Portugal.
Há também a frase “O ministro libanês do Ambiente libanês, Yacoub Saraf…” e eu que sempre pensei que ele era o ministro libanês para o ambiente do Burkina Faso. Mais abaixo pode-se ler “governo libanês (devidido entre cristãos e muçulmanos)” Realmente deve ser complicado andar assim devidido
Temos ainda “expriência” num subtítulo na edição de quarta-feira dia 15.
Fantástico.

News

Pode-se dizer que este não tem sido o meu poiso ultimamente. Por razões várias e para contentamento de várias famílias de bem. Mas talvez esteja na altura de voltar a dizer qualquer coisa.

-Qualquer coisa.

Agora que tirei isto do caminho posso sempre falar do que de interessante se passou comigo nestes últimos tempos.

-

Concluído também este assunto passo a falar de umas poucas notícias que entre tantas outras me fazem rir, ou choram… depende.

“A TMN ganhou 131 mil novos clientes” (otários) “ de Janeiro a Setembro, um crescimento de 2,2%.”. Anda tudo cego, só pode. Ainda me falam em crise, ninguém tem guita mas saldo no telemóvel é que não pode faltar, para já não falar que ter um “mobile” rasca está fora de questão.

Bem, em frente.

O deputado do PSD Pedro Quartin Graça quer que a autarquia de Lisboa imponha as 2 da manhã como hora máxima para o encerramento dos bares no bairro alto. Proponho um linchamento público para este senhor.

Temos também o novo orçamento de estado que corta 53 milhões de euros no Ensino Superior. Por mais que se possa discutir sobre este assunto o que é certo é certo é que não é a cortar na educação e especialização de pessoas que um país vai a longo prazo lucrar. Muito triste, é apenas o que me apraz dizer em vez do muito que poderia criticar e escalpelizar esta realidade.

Sabe-se entretanto que os portugueses, em média, não chegam a ler um único livro por ano. É triste. Mas mais triste ainda é que os preços dos livros em Portugal também são em média mais caros que no resto da comunidade europeia. Já agora, é impressão minha ou isto pode ser visto numa perspectiva causa-efeito?

Entretanto fora de portas o Saddam apanhou a forca. Previsível. Fazem-se ouvir vozes da Europa e o próprio Dalai Lama apelam para que a pena de morte não seja aplicada, por pior que possam ser os crimes, num mundo civilizado esta já não deve ser uma opção de sentença. Mas estando-se ou não de acordo com a punição é sempre de notar pérolas como as de Tony Snow, porta-voz de presidência americana, e passo a citar “Eis agora a prova absoluta de que existe um sistema judicial independente no Iraque.” Eu diria mesmo que é uma prova tão irrefutável como as de que havia ADM por lá.

Bitates a 300km de distância

O desprezo é apenas a falta de acção que reflecte o completo alienar do interesse que não se tem por alguém.

quinta-feira, novembro 02, 2006

quarta-feira, novembro 01, 2006

Happy Halloween

Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
"'Tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door-
Only this, and nothing more."

Ah, distinctly I remember it was in the bleak December,
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow;- vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow- sorrow for the lost Lenore-
For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore-
Nameless here for evermore.

And the silken sad uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me- filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating,
"'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door-
Some late visitor entreating entrance at my chamber door;-
This it is, and nothing more."

Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,
"Sir," said I, "or Madam, truly your forgiveness I implore;
But the fact is I was napping, and so gently you came rapping,
And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,
That I scarce was sure I heard you"- here I opened wide the door;-
Darkness there, and nothing more.

Deep into that darkness peering, long I stood there wondering,
fearing,
Doubting, dreaming dreams no mortals ever dared to dream before;
But the silence was unbroken, and the stillness gave no token,
And the only word there spoken was the whispered word, "Lenore!"
This I whispered, and an echo murmured back the word, "Lenore!"-
Merely this, and nothing more.

Back into the chamber turning, all my soul within me burning,
Soon again I heard a tapping somewhat louder than before.
"Surely," said I, "surely that is something at my window lattice:
Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore-
Let my heart be still a moment and this mystery explore;-
'Tis the wind and nothing more."

Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and
flutter,
In there stepped a stately raven of the saintly days of yore;
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed
he;
But, with mien of lord or lady, perched above my chamber door-
Perched upon a bust of Pallas just above my chamber door-
Perched, and sat, and nothing more.

Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore.
"Though thy crest be shorn and shaven, thou," I said, "art sure no
craven,
Ghastly grim and ancient raven wandering from the Nightly shore-
Tell me what thy lordly name is on the Night's Plutonian shore!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,
Though its answer little meaning- little relevancy bore;
For we cannot help agreeing that no living human being
Ever yet was blest with seeing bird above his chamber door-
Bird or beast upon the sculptured bust above his chamber door,
With such name as "Nevermore."

But the raven, sitting lonely on the placid bust, spoke only
That one word, as if his soul in that one word he did outpour.
Nothing further then he uttered- not a feather then he fluttered-
Till I scarcely more than muttered, "other friends have flown
before-
On the morrow he will leave me, as my hopes have flown before."
Then the bird said, "Nevermore."

Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,
"Doubtless," said I, "what it utters is its only stock and store,
Caught from some unhappy master whom unmerciful Disaster
Followed fast and followed faster till his songs one burden bore-
Till the dirges of his Hope that melancholy burden bore
Of 'Never- nevermore'."

But the Raven still beguiling all my fancy into smiling,
Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird, and bust and
door;
Then upon the velvet sinking, I betook myself to linking
Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore-
What this grim, ungainly, ghastly, gaunt and ominous bird of yore
Meant in croaking "Nevermore."

This I sat engaged in guessing, but no syllable expressing
To the fowl whose fiery eyes now burned into my bosom's core;
This and more I sat divining, with my head at ease reclining
On the cushion's velvet lining that the lamplight gloated o'er,
But whose velvet violet lining with the lamplight gloating o'er,
She shall press, ah, nevermore!

Then methought the air grew denser, perfumed from an unseen censer
Swung by Seraphim whose footfalls tinkled on the tufted floor.
"Wretch," I cried, "thy God hath lent thee- by these angels he
hath sent thee
Respite- respite and nepenthe, from thy memories of Lenore!
Quaff, oh quaff this kind nepenthe and forget this lost Lenore!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

"Prophet!" said I, "thing of evil!- prophet still, if bird or
devil!-
Whether Tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore,
Desolate yet all undaunted, on this desert land enchanted-
On this home by horror haunted- tell me truly, I implore-
Is there- is there balm in Gilead?- tell me- tell me, I implore!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

"Prophet!" said I, "thing of evil- prophet still, if bird or
devil!
By that Heaven that bends above us- by that God we both adore-
Tell this soul with sorrow laden if, within the distant Aidenn,
It shall clasp a sainted maiden whom the angels name Lenore-
Clasp a rare and radiant maiden whom the angels name Lenore."
Quoth the Raven, "Nevermore."

"Be that word our sign in parting, bird or fiend," I shrieked,
upstarting-
"Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul hath spoken!
Leave my loneliness unbroken!- quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my
door!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

And the Raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming,
And the lamplight o'er him streaming throws his shadow on the
floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted- nevermore!


Edgar Allan Poe - The Raven (1845)