domingo, julho 30, 2006

Olha em volta...

e vejo coisas novas em pessoas antigas.

Sorrisos de satisfação, alegro-me com alguns, bastante até. Com outros não consigo senão sentir um leve contentamento e roçar a indiferença. Talvez seja triste, talvez seja normal e estou apenas a ir no sentido de uma corrente que me leva a ser de pedra, uma pedra triste a que nem o musgo se vai agarrar com o tempo.

Podia ser sorte, ou falta dela, podia ser o destino, o que tem que ser… mas não acredito nessas coisas. Dá azar.

sexta-feira, julho 28, 2006

Com o mal dos outros posso eu bem.

Os EUA acham que está na hora de mandar uma missão de paz para o Líbano, missão essa que teria militares do Egipto e da Turquia…
Sim, porque se é para morrer num país onde não há petróleo que sejam os outros a foder-se.

Um sorriso

Finalmente boas notícias. Talvez não para mim… mas quando são boas alguém especial não são boas para nós também?

Acho que sim. Mesmo que me custe admitir um sentimento altruísta como este, sim… é bom. Já agora aproveito o momento para me mostrar claramente agastado com esta situação de contentamento em relação a terceiros, eu deveria estar era invejoso e bastante descontente e alguém vai ter que pagar por assim não ser.

Aqui fica portanto, o meu contentamento descontente por um sorriso que valeu tudo.

quinta-feira, julho 27, 2006

Mais leve

Mas quando, mesmo pesado dos dias que passam leio algo como o que li, não consigo sentir-me tão mal e passa-me um sorriso pela mente.
Obrigado.

Peso

Todos os dias me sinto vergado pelo peso do dia anterior.

quarta-feira, julho 26, 2006

Escrever...

para não esquecer.

Luta e vitória

Se não vencemos nos nossos dias, então pelo menos é bom empolgarmo-nos com as batalhas dos que nos dizem algo.

Ouvir

Sentado a ouvir quem fala comigo, quem fala com outros e para outros. Conversas de silêncio e olhares.
Pensar que talvez, talvez e só talvez um dia possa realmente gozar de um prazer qualquer, que me alegre sem pensar no difícil que foi andar por aqui a sobreviver até chegar a esse ponto.

domingo, julho 23, 2006

Aceitação

Sentei-me. Onde me sentei faz 11 anos e fiz o mesmo que tinha feito então. São horas em que nada se pensa, ou se pensa tão rápido que não conseguimos apanhar nada do que nos passa pela mente.
E vou acordando, de tempos a tempos. Para odiar.
Odiar as frases feitas que são ditas porque sim, odiar os discurso de aceitação religiosa em que não acredito, odiar o meu silêncio, as minhas palavras, odiar o facto de o nó na garganta ser mais forte que eu.

E agora, depois de algum tempo finalmente escrevo, deixando muitas palavras para trás, porque nem todas podem ser ditas ou interessam.a

sexta-feira, julho 14, 2006

"Gotta make the list of what is best
gotta make the fist and beat against
have to leave an impression
do you have a suggestion?
i'm all out of good ideas
the ones you have always put into your ears
with all you care to share
how did i end up here?

your signs are pointing to nowhere
that's exactly where i won't go
your signs are pointing to nowhere
and no one that i know
will ask all you care to show me
care to show me

gotta make the list of what is best
gotta make the fist and beat against
have to make this perfectly clear
i'm not waiting for one million years
for us in general
you make the chemical
situation i put us in
unfamiliar in foreign land

your signs are pointing to nowhere
that's exactly where i won't go
your signs are pointed to nowhere
and no one that i know
will ask all you care to show me

how would you like me
where would you like me to be
and could you make me worry
just a little more
the way you look at me confuses me
even with you next to me

your signs are pointed to nowhere
that's exactly where i won't go
your signs are pointing to nowhere
and no one that i know
will ask all that you care to show me
your signs
your signs (care to show me)
your signs
care to show me
care to show me
i won't go "

Nonpoint - Your signs (Development - 2002)

Hoje...

sinto-me sem palavras.

segunda-feira, julho 10, 2006

Adieu Zidane

Os portugueses são uns porcos, atiram-se para o chão, jogamos porco, uma vergonha aos olhos de quase todos os países que jogaram connosco pelos vistos.

Mas o Zizou é que é… escolhido melhor jogador do Mundial 2006 e cabeçada noutro jogador, tudo em menos de um dia. E agora, ai coitadinho que o outro jogador deve ter dito alguma coisa muito má… a verdade é que ninguém sabe, mas sim, o Materazzi é tudo menos um bom rapaz, claro que o Zidane no último jogo da carreira perder assim a cabeça… Estúpido! E só voltou a demonstrar o que já por várias vezes tinha feito durante a carreira.

De novo

O Gato voltou a ter vida. Viva!
Parece que a história das sete vidas ou nove ou sei quantas é mesmo verdade.

domingo, julho 09, 2006

Feel the force

Os dias passam a cabeça balança entre um enforcamento e um aclarar de ideias, como se pendurada com um laço no pescoço de um corpo que se equilibra num palito.
Vou-me concentrando na força que ultimamente me tem sido dada.
Obrigado.

Matemática

Um, dois, três, quatro…
Vou contando, ou então não conto e apenas observo, mas vejo uma matemática à qual agora agradeço não ter pertencido.

Adeus e boa viagem

Tenho estado longe do pc, da Internet e do blog. Hoje estou a ter um pequeno reencontro digamos assim. Já que volto digo alguma coisa… tipo…


O Pauleta abandonou a selecção.

A minha primeira pergunta é: mas ele jogava?
Partindo do principio que sim isso quer dizer que daqui a dois anos ele vai marcar os mesmo golos que marcou faz agora dói anos no campeonato da Europa. Da minha parte um “muito obrigado Pauleta”, não pelo que fizeste mas pelo abandono. Já não era sem tempo.

domingo, julho 02, 2006

Insomnia

E a sono que não vem, mais uma noite. Uma lembrança de tempos passados e úlceras ganhas.
Uma promessa de não voltar a engolir, remoer e não deitar fora. Mas como é que se cumprem promessas destas? Gritar com quem? Porque? Para quê? Não se toca no que não se tem perto. Não se perde o que não se tem. Dói ver a mesma reacção que não se entende em quem pensamos ser diferente. Lá longe, e aqui.

Um dia a ouvir uma banda sonora depressiva… 21 gramas, a coincidência da tv. Irónico.

É possível que eu me escape outra vez ao meu controlo? A pensar no que não me toca, a distância saudável? O “fuck off” na ponta da língua que não está a sair.

Ainda agora… era tão mais fácil escrever tudo… atirar para fora, mas não consigo, acho que prefiro mesmo encaixar e esperar pela clareza fácil do que depois ter que encaixar golpes exteriores difíceis mesmo estando mais descansado.

Life sucks, but I really can make it worst.

“Sleep, those little slices of death, how I loathe them”
Edgar Allan Poe